Talvez você já tenha entendido muita coisa sobre o que viveu.
Mesmo assim, em determinados momentos, alguma coisa ainda acontece:
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Você se explica demais e tenta prever tudo.
Evita decepcionar e aguenta mais do que gostaria.
Precisa provar, controlar ou mostrar força o tempo inteiro.
Começa a desconfiar daquilo que você mesma percebeu.
Método Eu me defino
O Espelho
Emprestado
O olhar de fora pode continuar participando da forma como você se mede, mesmo depois de você compreender e rejeitar aquilo que disseram sobre você.
O que escreveram sobre mim
Reconhecer os olhares, expectativas e experiências que construíram quem você aprendeu que precisava ser
O que reconheço como meu
Separar proteção de identidade e reconhecer valores, desejos, limites e capacidades que pertencem a você.
Transformar essa nova referência em escolhas reais, construídas a partir de você.
Como eu escolho viver
Três formas de começar a se definir a partir de si

Eu não digo a uma mulher negra quem ela deve ser.
Eu a ajudo a reconhecer quem ainda participa da sua definição, ampliar a imagem que construiu de si e criar escolhas que partem do que ela reconhece como seu.
Meu trabalho começa quando ela percebe que não precisa passar a vida provando que o olhar de fora estava errado. Ela pode retomar o direito de dizer: quem me define sou eu.
Sou Luciana Tudeia, psicanalista, palestrante e especialista em relações raciais. Minha trajetória reúne mais de 20 anos de experiência profissional e uma prática dedicada à saúde mental, à identidade e à autoria de mulheres negras.
Você não precisa passar a vida escrevendo uma resposta para aquilo que disseram sobre você.
Você pode reconhecer o que escreveram. Entender as marcas que isso deixou. Até guardar partes da armadura que ainda são úteis quando o mundo exige proteção.
Mas o espelho pode voltar para a sua mão. E a caneta também.
Eu Me Defino não é apagar a história. É voltar a participar da escrita de quem você é e de como escolhe viver.


