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Eu não digo a uma mulher negra quem ela deve ser.

Eu a ajudo a reconhecer quem ainda participa da sua definição, ampliar a imagem que construiu de si e criar escolhas que partem do que ela reconhece como seu.

Meu trabalho começa quando uma mulher percebe que não precisa passar a vida provando que o olhar de fora estava errado.

Ela pode retomar o direito de dizer:

Quem me define sou eu.

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Minha trajetória

Sou Luciana Tudeia, psicanalista, palestrante e especialista em relações raciais.

Minha trajetória reúne mais de 20 anos de experiência no mundo corporativo e, desde 2018, uma atuação dedicada à psicanálise, à saúde mental e à equidade racial.

Ao acompanhar mulheres negras em suas escolhas, relações e trajetórias profissionais, percebi algo importante: compreender o olhar de fora nem sempre é suficiente para deixar de escolher a partir dele.

Por que criei o Método Eu Me Defino

Chamo de Espelho Emprestado a imagem construída pelos olhares, expectativas e experiências que ensinaram uma mulher quem ela precisava ser para sobreviver, pertencer ou ser reconhecida.

O Método Eu Me Defino foi criado para ajudá-la a:

  1. reconhecer o que escreveram sobre ela;

  2. separar proteção de identidade;

  3. construir escolhas a partir do que reconhece como seu.

O objetivo não é apagar a história ou abandonar todas as proteções.

É devolver o espelho e a caneta para a mão dessa mulher.

Minha forma de trabalhar

Minha prática reúne escuta psicanalítica, consciência racial e experiências construídas a partir da vida real.

Eu não ofereço respostas prontas sobre quem uma mulher deveria ser.

Eu a ajudo a reconhecer o que ainda escolhe por ela e ampliar sua participação na escrita da própria vida.

Retomar a caneta não é apagar capítulos. É voltar a escolher como a história continua.

Você não precisa apagar o que escreveram sobre você.

Precisa decidir quem tem o direito de te definir.

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